História
Nascido em 13 de outubro de 1949, em Orós, Ceará, Raimundo Fagner Candido Lopes, conhecido como Fagner, iniciou sua carreira ainda pequeno. Aos seis anos de idade, no dia das mães, ganhou o prêmio de melhor intérprete pela música “Mãezinha Querida”, na Ceará Rádio Clube.
Já na adolescência, Fagner fazia parte de alguns grupos vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias canções. Em 1968, aos 19 anos, participou do IV Festival de Música Popular do Ceará, interpretando a canção “Nada Sou” e foi premiado como Melhor Intérprete do Festival.
Início da Carreira
No ano seguinte, Fagner se tornou conhecido no seu estado natal após participar de alguns programas de auditório na TV Ceará. Nesse mesmo ano, ganhou o I Festival de Música Popular do Ceará – Aqui no Canto e se juntou ao grupo de música e teatro Capela Sistina, com quem fez turnê na Argentina por 45 dias.
Em 1970, mudou-se para Brasília, onde começou a cursar arquitetura na Universidade de Brasília (UnB). Um ano depois, inscreveu três músicas no Festival de Música Jovem, promovido pelo Centro Estudantil da UnB e conquistou o primeiro lugar com a canção “Mucuripe”, uma parceria com o também cearense Belchior. Fagner também conquistou o sexto lugar com a música “Manera Fru Fru Manera”, o Prêmio Especial do Júri com “Cavalo de Ferro”, além dos prêmios de Melhor Intérprete e Melhor Arranjo.
Após o festival, alcançou notoriedade da imprensa do Sudeste e viajou para o Rio de Janeiro, onde Elis Regina gravou sua canção “Mucuripe”, que acabou se tornando o seu primeiro grande sucesso. No mesmo ano, mudou-se para São Paulo.
Em 1972, Fagner gravou a canção “Mucuripe” com a participação do cantor e compositor Ivan Lins no piano, para o compacto simples, “Disco de Bolso 2”, do jornal O Pasquim. Elis Regina também incluiu essa canção em seu disco, lançado no mesmo ano.
Sucesso nacional
Seu primeiro LP, “Manera Fru Fru Manera”, foi lançado no ano seguinte, em 1973. O disco foi produzido por Roberto Menescal e Fagner, com arranjos de Ivan Lins e participações especiais de Nara Leão, Naná Vasconcelos e Bruce Henry. O disco contava com a canção “Canteiros”, baseada no poema “A Marcha” de Cecília Meireles, e tornou-se um sucesso imediato em todo Brasil.
Fagner se tornou um nome respeitado no meio musical, sendo eleito Cantor do Ano em 1975. Seus álbuns conquistaram sucessivamente discos de ouro e platina. O LP “Romance no Deserto”, de 1987, superou a marca de 1 milhão de cópias vendidas.
25 anos de carreira
Em 1998, para comemorar os 25 anos de carreira, Fagner gravou o CD duplo “Amigos e Canções”, com participações de grandes nomes da música, como ngela Maria, Chico Buarque, Djavan, Emílio Santiago, Fábio Jr, Fafá de Belém, Ivan Lins, Joanna, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Nana Caymmi, Ney Matogrosso e Zezé di Camargo & Luciano.
Nos anos 2000, lançou seu projeto social, a Fundação Social Raimundo Fagner. Seu trabalho social rendeu prêmios como o Itaú/Unicef, Cultura Viva e Criança Esperança.
Seu trabalho mais recente foi em 2014, quando gravou o álbum colaborativo “Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo”.
Fonte: Site oficial Fagner.