História
Gilberto Gil nasceu em 26 de junho de 1942, em Salvador, Bahia. Ainda pequeno, quando residia na pequena cidade de Ituaçu, no interior da Bahia, sempre saía correndo atrás do som do clarinete da banda da cidade durante os festejos da padroeira.
Influenciado pela sonoridade da música do sertão, principalmente de Luiz Gonzaga, Gilberto Gil escolheu o acordeon como seu primeiro instrumento, ainda nos anos 50. Porém, assim que conheceu a bossa nova de João Gilberto e Dorival Caymmi, Gil deixou de lado o acordeon e pegou o violão e a guitarra elétrica, seus companheiros até hoje.
Início da Carreira
Lançado em 1967, seu primeiro LP, “Louvação”, conta com músicas singulares repletas de elementos regionais, marca registrada das composições de Gil, como as conhecidas canções “Louvação”, “Procissão” e “Viramundo”.
Tropicalismo
Em 1963, na Universidade da Bahia, conhece o grande amigo Caetano Veloso, com quem inicia uma parceria e dá início a um movimento pautado na internacionalização da arte brasileira: a tropicália. O tropicalismo engloba a música, o cinema, as artes plásticas e o teatro e atrai diversos grandes e talentosos artistas nacionais, como Gal Costa, Tom Zé, Rogério Duprat, José Capinam, Torquato Neto, Rogério Duarte, Nara Leão e muitos outros.
O movimento tropicalista desagradou a ditadura vigente no país, que considerava nocivo à sociedade o seu caráter libertário e acabou por exilar seus integrantes.
Exílio e retorno ao Brasil
Durante o exílio em Londres, Gil foi ainda mais influenciado por grandes nomes do pop que despontavam na época, como os Beatles e Jimmi Hendrix. Essa influência resultou na gravação de um disco naquela cidade, com canções em inglês e em português.
Gil retorna ao Brasil e dá continuidade à sua carreira, produzindo uma extensa e rica discografia. Até os dias de hoje, entre CDs, LPs e DVDs, Gilberto Gil já lançou quase 60 discos, com mais de 4 milhões de cópias vendidas e conquistou nove Grammys.
50 anos de carreira e turnês internacionais
Um de seus últimos trabalhos, “Gilbertos Sambas”, traz reinterpretações de canções de João Gilberto, um de seus grandes influenciadores. Segundo Gil, é uma homenagem “de discípulo para o mestre”.
Para celebrar os 50 anos de carreira, em 2015 e 2016, Gil juntou-se com Caetano Veloso para um show histórico, intitulado “Dois Amigos, Um Século de Música”, registrado em CD e DVD.
Gil está sempre disposto a realizar turnês nacionais e internacionais para cada projeto lançado. Desde 1971, quando realizou suas primeiras apresentações internacionais, Gil levou suas turnês para todos os continentes e conquistou um público cativo por onde passou. Até hoje participa de grandes festivais e shows na Europa, Ásia, África, Oceania e nas Américas.
Ministério da Cultura
Após ser nomeado Ministro da Cultura, em 2002, Gil passou a circular também pelos cenários sócio políticos, ambientais e culturais nacionais e internacionais. Como ministro, Gil foi responsável pela criação dos Pontos de Cultura e promoveu a crescente presença do Brasil em Fóruns, Seminários e Conferências no mundo inteiro. Além de abordar temas como tecnologia, direito autoral, cultura e desenvolvimento, seu principal foco era debater o papel e a importância dos países do hemisfério Sul em um mundo globalizado.
Seu trabalho plural e abrangente foi reconhecido por diversas entidades internacionais. Tornou-se embaixador da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), foi nomeado Artista da Paz pela Unesco, em 1999 e recebeu diversas condecorações e prêmios como Légion d’ Honneur, da França e o Sweden’s Polar Music Prize, da Suécia.
Movido por sua convicção no poder da cultura, Gilberto Gil é um verdadeiro embaixador musical.
Fonte: Site oficial Gilberto Gil.