Biografia
RPM é uma banda de rock brasileira formada em 1983 em São Paulo. Desde sua formação, a banda já contou com os músicos Paulo Ricardo, Paulo Pagni, Charles Gavin, Franco Júnior, Moreno Júnior e Marquinho Costa. Atualmente, a banda conta com Dioy Pallone, Fernando Deluqui e Luiz Schiavon.
A banda foi formada em 1980, por Paulo Ricardo e Luiz Schiavon. Paulo ouviu o ensaio da banda May East, onde Schiavon tocava, e parou para assistir. Depois de conversar com o músico, ele foi chamado para integrar a banda de jazz fusion Aura, que ainda tinha Paulinho Valenza na bateria e o curitibano Edu Coelho na guitarra.
Depois de três anos de ensaios e nenhum show, Luiz encantou-se pela música eletrônica e pela tecnologia de novos sintetizadores, enquanto Paulo decidiu morar na Europa - primeiramente na França e depois em Londres, de onde escrevia sobre novidades musicais para a revista Somtrês e se correspondia com frequência com Schiavon. Este choque de personalidades impulsionou a criação do RPM depois que o trabalho da dupla foi retomado em fins de 1983, já em São Paulo.
Juntos, criaram as primeiras canções. As primeiras foram Olhar 43, A Cruz e A Espada e a música que batizaria a banda que ali nascia: Revoluções por Minuto. Gravaram uma fita demo destas canções com uma bateria eletrônica e encaminharam à gravadora CBS, que considerou-as ambíguas e difíceis de tocar nas rádios.
O nome 45 RPM (45 rotações por minuto) foi sugerido inicialmente em uma lista de nomes feita por uma amiga. Schiavon e Paulo gostaram do nome, mas tiraram o 45 e mudaram o "Rotações" por "Revoluções". Convidaram o guitarrista Fernando Deluqui (ex-guitarrista da cantora May East, ex-integrante da Gang 90 e as Absurdettes) e o baterista Júnior Moreno, na época com apenas 15 anos. Logo a banda começou a se apresentar em casas noturnas e então Júnior teve de sair, por ainda ser menor de idade. Charles Gavin (ex-Ira! e futuro baterista dos Titãs) se juntou ao grupo como novo baterista. Já batizados de RPM, conseguiram um contrato com a gravadora Sony Music, com o compacto de 1984, que viria com as faixas Louras Geladas (a música virou um hit das danceterias e das paradas de sucesso das rádios) e Revoluções por Minuto (censurada na época). Louras Geladas caiu no gosto do público de todo o país e levou a banda a gravar o seu primeiro álbum, já com o baterista Paulo Pagni (ex-Patife Band), que entrou para o RPM como convidado, no meio da gravação do álbum, o que explica a sua ausência na capa do disco Revoluções por Minuto. Charles Gavin havia saído do grupo, assim se juntando aos Titãs.
Em 1985, chega às lojas Revoluções por Minuto. O sucesso do álbum é tanto que o RPM emplaca rapidamente uma sequência de hits no rádio e chega à marca de 900.000 cópias vendidas em pouco mais de um ano.
Logo depois dos primeiros shows de divulgação, o RPM fecha contrato com o megaempresário Manoel Poladian, que procurava uma banda em ascensão no rock brasileiro para o seu elenco de artistas platinados de MPB. Sem futuros hits na manga e para manter a banda em alta, Poladian, músicos e gravadora lançam em julho de 1986 um novo álbum, com parte do registro de dois shows da turnê histórica. O repertório de Rádio Pirata ao Vivo traz quatro gravações inéditas (sendo dois covers) e cinco faixas de Revoluções por Minuto. Rapidamente as vendas de Rádio Pirata ao Vivo disparam e chegam a 3,7 milhões. O RPM transforma-se na banda de maior vendagem da indústria fonográfica nacional até então.
Mesmo com todo o sucesso no Brasil e em outros países como França e Portugal, a banda passava por uma situação difícil. Em junho, houve o lançamento oficial de um disco mix, intitulado RPM & Milton, com a participação do cantor Milton Nascimento.
O fracasso do projeto RPM Discos, selo próprio do grupo, acabou causando conflitos entre seus integrantes. Chegou-se a produzir um LP com o grupo paulista Cabine C (liderado pelo ex-Titã Ciro Pessoa), que prensado e distribuído pela RCA, foi um grande fracasso comercial. Ainda em 1987, foi anunciada a separação oficial do grupo.
O grupo retomou as atividades em 1988, com o álbum Quatro Coiotes, que vendeu 250 mil cópias antecipadamente, indicando outro grande sucesso a exemplo do disco anterior, Radio Pirata ao Vivo. Com a crise econômica daquele ano, várias brigas internas entre os integrantes do grupo não permitiram que a gravadora divulgasse as músicas em novelas da emissora Rede Globo, amargando vendas consideradas abaixo dos padrões do RPM e fazendo com que o disco atingisse 450.000 cópias. Mesmo assim, o álbum entrou naquele ano na lista dos 5 LPs mais vendidos entre todos outros artistas da música brasileira.
Após a saída de Fernando Deluqui, o grupo continuou fazendo shows com outro guitarrista, mas logo encerra as atividades.
Em 2001, os quatro membros originais do RPM se encontraram novamente para ensaios. Percebendo o entrosamento perfeito e a vontade de todos de estarem juntos novamente nos palcos, deram início ao retorno do RPM, inclusive com o retorno do empresário Manoel Poladian, considerado o "quinto coiote".
Também em 2001, é lançado o single Vida Real, uma versão em português (composta por Paulo Ricardo) da canção Leef do holandês Han van Eijk, o tema oficial do reality show Big Brother Brasil, que foi encomendado pela produção da Rede Globo para ser o tema de abertura da edição brasileira do mesmo reality show.
A banda voltou à mídia com o CD/DVD MTV RPM 2002, gravado nos dias 26 e 27 de março de 2002 no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. Além de grandes sucessos, a banda apresenta cinco canções inéditas: "Fatal", "Carbono 14", "Rainha", "Vem pra Mim" e "Onde Está o Meu Amor". O CD vendeu 300 mil cópias e o DVD vendeu 50 mil cópias.
No final da tour do CD/DVD MTV RPM 2002, a banda começa a trabalhar em um disco de inéditas, mas acabam novamente se separando.
Em dezembro de 2007, a banda lançou o livro Revelações por Minuto, contando os detalhes da trajetória da banda, desde seu início até o seu suposto fim. O livro foi promovido em uma grande coletiva de imprensa em São Paulo, contando com a presença do autor, Marcelo Leite de Moraes, e os quatro integrantes da banda.
Em 2008, a banda lançou um box com seus três primeiros discos e um CD com remixes e raridades, além da versão em DVD do show Rádio Pirata ao Vivo, originalmente lançado em VHS em 1987.
No final de 2014, o RPM anuncia a gravação de um novo álbum, intitulado Deus ex Machina, com produção de Lucas Silveira, vocalista e guitarrista da banda Fresno. O disco fica pronto no ano seguinte, mas é descartado. No mesmo período, Paulo Ricardo é convidado a ser jurado do talent show Superstar, da Rede Globo. Após cumprir a agenda de shows até o início de 2017, a banda anunciou hiato e posteriormente, foi revelado que Paulo não tinha mais interesse em prosseguir com a banda.
Após os integrantes tentarem voltar com a banda e Paulo Ricardo declarar que queria seguir em carreira solo, Schiavon, Deluqui e P.A. decidem dar continuidade a banda e chamam o baixista e vocalista Dioy Pallone para substituir Paulo. Na nova formação do grupo, ele está revezando os vocais com Deluqui, com a banda produzindo novas músicas para um vindouro álbum. Paulo Pagni participou de alguns shows, mas faleceu em 2019, vítima de broncopneumonia e complicações decorrentes da fibrose pulmonar.
Fonte: Wikipedia