A obra de Ana Cañas está sustentada por canções que apresentam influências da música brasileira, do jazz e, especialmente, do rock e do pop. Tendo como referência cantoras como Ella Fitzgerald (1917-1996) e Billie Holiday (1915-1959), sua interpretação carrega dramaticidade no repertório de andamento mais lento. Nas músicas mais ritmadas, como o rock ou rhythm ‘n’ blues, explicita melhor a sua versatilidade.
Ana Cañas sempre aposta em releituras de standards nacionais e estrangeiros. Seus álbuns trazem “Coração vagabundo”, samba-canção de Caetano Veloso (1942); “La Vie en Rose, hino de Edith Piaf (1915-1963); “Stormy weather”, clássico jazzista extraído dos discos de Billie Holiday e “Rock and roll”, da banda inglesa Led Zeppelin.
Já em seu repertório autoral, o que prevalece é a marca da música negra norte-americana. É o caso de “Urubu rei, Mandinga não”, parceria com Flávio Rossi e Alexandre Fontanetti e “Vacina na Veia”, com Fabá Jimenez.
As letras de suas canções – baseadas nos seus poemas – tratam de temas como amor (“Cadê você?”, “Volta”), relacionamentos desfeitos (“Traidor”, “Foi Embora”), solidão (“Esconderijo”), ou exploram dúvidas banais do cotidiano ou retratos autobiográficos da cantora (“A Ana”, “Para Todas as Coisas”).
FONTE: Enciclopedia Itaú Cultural