SE EU FOSSE VIVO…VIVIA
Ambientado inicialmente na Contagem dos anos 1970, o filme acompanha Gilberto e Jacira, um jovem casal que tem a trajetória transformada após um encontro inesperado. Cinquenta anos depois, os dois permanecem juntos e levam uma vida compartilhada, atravessada pelas questões próprias da velhice. A internação repentina de Jacira, no entanto, faz com que Gilberto passe a experimentar acontecimentos que rompem a percepção habitual de tempo e espaço e o conduzem por uma jornada marcada por memória, ausência e desconhecido.
A dimensão pessoal da história está diretamente ligada à experiência do diretor. André Novais parte da própria relação com a perda para construir a narrativa e refletir sobre o luto. “O elemento autobiográfico do filme é a perda da minha mãe”, afirmou.
A presença de Conceição Evaristo no elenco também marcou a realização. Para o diretor, a participação da escritora acrescentou uma dimensão especial ao processo de filmagem. “A Conceição é uma pessoa generosa, muito atenta, e muito curiosa também. Veio entender o processo do set de filmagem, e é uma pessoa que apoiou muito a equipe. E a equipe apoiou ela. Foi muito bonito o seu trabalho no set e teve esse carinho, essa sabedoria, foi muito especial”, contou André.
Na trama, Jean Paulo Campos e Tainá Conceição dão vida à versão jovem de Gilberto e Jacira. A construção da relação entre os dois personagens começou rápido durante a preparação, segundo Jean Paulo. “Logo de cara eu e a Tainá tivemos uma conexão muito boa e digna desse casal que vive essa vida toda junto. Então desde o início das gravações a gente já ficou bem confiante para interpretar esse casal tão bonito que está no filme.”
Para o ator, a experiência também provocou uma reflexão pessoal sobre a maneira como o cinema pode abordar a perda. “Fazer esse filme impactou de uma forma muito bonita a minha vida, porque eu nunca tinha dado uma atenção tão específica assim como o André consegue mostrar no filme. É uma forma de luto totalmente diferente. Os livros e os filmes trazem o luto de uma forma que não é tão espiritual assim quanto o André consegue trazer, tão singela e tão bonita”, avaliou.
A parceria com André Novais também foi destacada por Tainá Conceição, que descreveu o processo de construção da personagem a partir da liberdade oferecida pelo diretor. “O André é uma pessoa muito sensível, muito gentil, então foi como conversar, chegou uma hora que não parecia que era um trabalho. Foi muito gostoso fazer o filme. Ele é uma pessoa que dialoga e te deixa confortável para interpretar da forma que você sentiu e ele vai ajustando de forma muito sutil para o que ele quer como diretor.”
A atriz também vê no encerramento da história uma síntese da maneira como a produção aborda a perda. “Acredito que o final do filme é o resumo do que é o luto. Que apesar de tudo, a leveza não precisa deixar de vir junto com o processo do luto.”
Na sessão em Brasília, Norberto Novais também falou sobre a relação pessoal com a história. O ator, que participa pela terceira vez do Festival de Brasília, relembrou a inspiração do filme na trajetória vivida com a esposa, Maria José Novais, conhecida como Zezé, que morreu em 2018. A experiência familiar é incorporada à obra pelo diretor em uma narrativa que aproxima lembrança e ficção.
Cinema:
- Direção e roteiro*: André Novais Oliveira
- Produção: Thiago Macêdo Correia
- Montagem*: Gabriel Martins e André Novais Oliveira
- Fotografia: Leonor Teles
- Direção de arte: Diogo Hayashi
- Som: Pablo Lamar e Gustavo Fiorante
- Empresa produtora: Filmes de Plástico
- Distribuidora: Malute
- Elenco: Conceição Evaristo, Noberto Novais Oliveira, Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo
SERVIÇO📅 Data: 22 de setembro de 2026
🕗 Horário: 19h30
🚪 Abertura dos portões: 1 hora antes do início do evento
📍 Local: Cine Theatro Brasil
📌 Endereço: Av. Amazonas, 315 – Centro / Praça Sete – Belo Horizonte - MG
🚫 Classificação etária: 12 anos.
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BILHETERIA OFICIAL Local: Cine Theatro Brasil
Endereço: Av. Amazonas, 315 – Centro – Belo Horizonte/MG
Funcionamento: Segunda a sábado do 12h00 às 21h00 | Domingos e feriados das 15h00 às 20h00
Apenas venda e retirada de ingressos para os eventos do Cine comercializados pela EventimSujeito a alterações em datas especiais como Carnaval e fim de ano. Para verificar os horários de funcionamento
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Nos dias de espetáculo, de segunda a domingo, o público do Cine Theatro Brasil pode estacionar uma hora antes do evento. É necessário apresentar o ingresso do espetáculo para usufruir do valor conveniado. Após o evento, o visitante tem até uma hora para retirar o veículo do estacionamento.
A utilização do estacionamento fora desse período será cobrada conforme a tabela de preços do estacionamento. O valor do convênio será cobrado nos estacionamentos.
Estacionamento na RuaPara os visitantes que desejam estacionar os veículos nas ruas próximos ao Cine Theatro Brasil, a BH Trans liberou as seguintes vias:
Canteiro Central da Avenida Amazonas, no quarteirão do Cine Brasil (nos dois sentidos).
Canteiro Central da Avenida Afonso Pena, em frente ao Cine Brasil (sentido Rodoviária/Mangabeiras)
HoráriosSegunda a sexta das 20h às 5h
Sábados a partir das 14h
Para mais informações
(31) 3889-9130