Início da Carreira
Daniela Mercuri de Almeida Verçosa, mais conhecida como Daniela Mercury, iniciou sua carreira ainda muito jovem, cantando nos bares de Salvador quando tinha apenas 15 anos.
Entre 1986 e 1988, foi cantora da Banda Eva e se tornou backing vocal de Gilberto Gil. Um ano depois formou o grupo Companhia Clic, com quem lançou suas primeiras músicas de sucesso, entre elas “Pega que Oh!”, “Ilha das Bananas” e “Vida É”.
Swing da Cor
Em 1991, lançou “Swing da Cor”, seu primeiro disco solo. A faixa-título se tornou sua primeira canção a alcançar o topo das paradas de sucesso brasileira. A música se tornou um fenômeno e colocou Daniela Mercury entre as cantoras mais populares do Brasil.
No ano seguinte, realizou um show histórico em São Paulo, atraindo mais de 20 mil pessoas para um show gratuito no vão livre do MASP. A apresentação fazia parte de um projeto da prefeitura que promovia apresentações gratuitas para fomentar a cultura na cidade de São Paulo. Os shows não costumavam atrair grandes públicos, porém, o sucesso do show de Daniela Mercury foi tamanho que travou a avenida Paulista no meio do dia e teve que ser interrompido para não abalar as estruturas do museu e colocar as obras de arte em risco.
Canto da Cidade
Ainda em 1992, Daniela lançou o disco “Canto da Cidade”, cuja faixa-título se tornou um dos maiores sucessos da sua carreira, ocupando o primeiro lugar das paradas de sucesso de todo o país durante meses. O álbum ultrapassou a marca de três milhões de cópias vendidas, fazendo com que Daniela se tornasse a primeira artista a receber o disco de diamante ao atingir a marca de um milhão de cópias vendidas.
Em julho de 1993, a cantora saiu em turnê pela Europa e Estados Unidos e foi uma das principais atrações brasileiras no prestigiado Festival de Jazz de Montreux, na Suíça. Já no Brasil, a turnê de divulgação do “Canto da Cidade” teve mais de dois milhões de espectadores somente no seu primeiro ano.
Música de Rua
O terceiro disco da carreira veio em 1994 com “Música de Rua”. O trabalho, que teve 6 das 12 faixas compostas por Daniela, trouxe os sucessos “Música de Rua” e “O Reggae e o Mar” que também alcançaram o topo das paradas de sucesso. Nesse mesmo ano, Daniela gravou, ao lado de Ray Charles, um comercial da Cerveja Antarctica para a Copa do Mundo 94. O jingle da campanha se tornou um dos mais inesquecíveis da publicidade.
Feijão com Arroz
O quarto álbum, “Feijão com Arroz”, lançado em 1996, consolidou o sucesso de Daniela na Europa com o hit “Rapunzel”, sucesso na França e em Portugal. O disco se tornou o segundo mais vendido na carreira de Daniela, alcançando a marca de dois milhões de cópias vendidas, sendo 300 mil somente na França. Com hits como “À Primeira Vista” e “Nobre Vagabundo”, o disco é considerado o melhor de sua carreira.
Carnaval de Salvador
Nesse mesmo ano, Daniela levou o bloco Crocodilo para o circuito Barra-Ondina, na orla de Salvador e inaugurou o camarote Daniela Mercury. O espaço, criado para facilitar e viabilizar o trabalho da imprensa na Barra, se tornou um dos principais pontos de encontro do Carnaval de Salvador, frequentado por inúmeras personalidades do Brasil.
Elétrica
Em 1998, o álbum “Elétrica” foi o seu primeiro disco ao vivo da carreira. Além de grandes sucessos da sua carreira, como “Swing da Cor”, “O Canto da Cidade”, “Rapunzel” e “Nobre Vagabundo”, o disco também trouxe cinco faixas inéditas, quatro delas de autoria de Daniela, sozinha ou com parceiros. Nesse mesmo ano, participou da coletânea “Tropicália – 30 Anos” interpretando a canção “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso. Ainda em 98, a música “Rapunzel” se tornou o hit da Copa do Mundo 98 sediada na França. O clipe da canção era exibido durante os intervalos da partida e Daniela foi eleita a artista do verão pelo canal France 2.
No ano 2000, o álbum “Sol da Liberdade” misturou as batidas dos tambores do samba-reggae com a sonoridade da música eletrônica, trazendo elementos do rap, funk, lounge e house. O álbum, que contou com a participação de Suba, teve como destaque a canção “Ilê Pérola Negra” e recebeu elogios do The New York Times.
Sou de Qualquer Lugar
Na mesma toada, lançou o disco “Sou de Qualquer Lugar”, em 2001, que conta com a participação de grandes compositores como Lenine, Gilberto Gil e Carlinhos Brown. Além das faixas inéditas, o álbum também trouxe as releituras das canções “Praieira”, de Chico Science e “Mutante”, de Rita Lee.
Rock in Rio
Ainda em 2001, a cantora se apresentou na noite de abertura do Rock in Rio III, diante de 160 mil pessoas, com a turnê “Sou de Qualquer Lugar”, e foi convidada para representar o Brasil na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, onde cantou ao lado de Paul McCartney.
Eletrodoméstico
O primeiro DVD da carreira veio em 2003, com “Eletrodoméstico – MTV Ao Vivo”, também lançado em CD. O show foi gravado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, e contou com as participações da cantora portuguesa Dulce Pontes, da espanhola Rosário Flores, do rapper italiano Lorenzo Jovanotti, do baiano Carlinhos Brown, além dos grupos Olodum, Ilê Aiyê e Hip Hop Roots.
Carnaval Eletrônico
Em 2004, convidou Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Lenine, além de consagrados DJs e produtores de música eletrônica para a gravação do álbum “Carnaval Eletrônico”. O disco marcou a comemoração dos cinco anos da criação do Trio Techno, o primeiro trio elétrico de música eletrônica a desfilar no carnaval de Salvador. O trabalho conquistou uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum Pop e Daniela concorreu ao prêmio Tim de Música, na categoria Melhor Cantora Pop/Rock. O disco também trouxe a canção “Maimbê Dandá”, que ficou em primeiro lugar nas paradas brasileiras. Ainda em 2004, Daniela levou a turnê “Carnaval Eletrônico” para o palco do Rock in Rio Lisboa.
Clássica
Em 2005, lançou seu terceiro álbum ao vivo, o CD/DVD “Clássica”, gravado em apresentação no Bourbon Street, em São Paulo. No show, Daniela apresentou releituras de grandes sucessos da MPB, bossa nova e jazz. Nesse mesmo ano, também lançou o disco “Balé Mulato”, que misturava samba-reggae, rock, frevo, eletrônico e músicas românticas. Produzido por Ramiro Musotto, Alê Siqueira e pela própria Daniela, teve como destaque as canções “Olha o Ghandi Aí” e “Levada Brasileira”, eleitas as melhores do carnaval de 2005 e 2006, respectivamente, pela Rede Bandeirantes, conquistando mais de um milhão de votos do público.
Baile Barroco
Em 2006, o DVD “Baile Barroco” foi o seu primeiro registrado durante o carnaval de Salvador, com imagens gravadas durante o circuito Barra-Ondina.
Projeto Social
No ano de 2008, Daniela criou o Instituto Sol da Liberdade para inserir a arte e a música na educação de escolas públicas em cidades com baixo índice de desenvolvimento humano. O projeto já beneficiou mais de 70 mil crianças no Brasil inteiro.
Canibália
No ano seguinte, o álbum “Canibália” revisitou os valores defendidos pela Semana de Arte de 1992 e pelo movimento tropicalista. O disco traz releituras de canções clássicas da MPB, como “Benção do Samba”, de Dorival Caymmi e “O Que Será, Que Será” (A Flor da Terra), de Chico Buarque. O álbum também conta com a “participação” de Carmen Miranda através de recursos tecnológicos audiovisuais na faixa “O Que é Que a Baiana Tem?”, além da regravação de “Tico Tico no Fubá”.
O DVD “Canibália, Ritmos do Brasil” foi registrado no réveillon de 2011 durante apresentação na praia de Copacabana. As mais de 2 milhões de pessoas presentes puderam presenciar um show repleto de exaltações à brasilidade e à música brasileira.
Geração Canibália
Dois anos depois, Daniela grava o disco “Geração Canibália”, em parceria com o grupo de músicos Cabeça de Nós Todos. Ainda em 2013, faz sua estreia na literatura e lança o livro “Daniela e Malu: Uma História de Amor”, escrito em parceria com sua esposa e que se torna um símbolo na luta pela igualdade de gênero, respeito às diferenças e contra as violações de direitos humanos.
Vinil Virtual
Em 2015, o álbum “Vinil Virtual” trouxe 15 faixas inéditas, com destaque para “Senhora do Terreiro” e “Frogs In The Sky”, feitas em parceria com Gabriel Póvoas, filho de Daniela, “De Deus, de Alah, de Gilberto Gil”, com participação do próprio homenageado, e “Maria Casaria”, uma canção que fala de amor e que se tornou tema da campanha da ONU contra a homofobia no mundo.
O Axé, a Voz e o Violão
Ainda em 2015, Daniela gravou o DVD “O Axé, a Voz e o Violão” no palco do Teatro Castro Alves, em Salvador. A obra é uma coprodução da editora e produtora de Daniela, a Páginas do Mar, e o Canal Brasil, e foi lançada em outubro de 2016.
Banzeiro
Em 2017, lançou o EP “TRI ELETRO” com as faixas “Eletro Ben Dodô”, “Samba Presidente” e “Banzeiro”, cuja letra foi enviada para Daniela, ainda em 2015, por dona Onete, uma paraense de 78 anos. A música ganhou um clipe que contou com uma superprodução, com 99 artistas, entre bailarinos, modelos, drags, crianças, atores e até uma cachorra. O clipe reúne diferentes tipos de dança, culturas e raças, misturando dança afro, balé clássico, carimbo, lambada, frevo, street dance, hip hop e até sarrada no ar. Daniela participou de todas as etapas criativas do clipe, desde a direção criativa, até a direção dos figurinos e coreografias.
Fonte: Site oficial Daniela Mercury