Foi descoberta pelo produtor e guitarrista Jaguar Andrade (músico de artistas como Ivete Sangalo e Carlinhos Brown), responsável pela primeira grande parceria de Majur, com a cantora Liniker. “Jaguar estava em BH com Brown e me ligou pedindo que eu emprestasse meu violão para ela, que estava em um programa de TV em Salvador sem os instrumentos [...]. Não só a conheci, como apresentei meu trabalho e ainda cantei com ela naquela noite! No dia seguinte, eu era notícia na cidade inteira. Liniker transformou minha vida!”, lembra.
De lá pra cá, foi um “vrá” atrás do outro. Produziu seu EP de estreia, o Colorir, lançado no fim de 2018; conheceu e arrancou elogios de Caetano Veloso em encontro promovido pela cantora Maria Gadú e sua mulher, Lua Leça (as duas ficaram amigas de Majur depois de uma performance da novata num show com Duda Beat). Paula Lavigne, poderosa produtora, empresária musical e mulher de Caetano, foi outra que também enxergou o talento da artista e pediu para empresariá-la. Pronto. A partir daí, cantou nos principais trios elétricos do Carnaval de Salvador, e em casas de show no Rio e São Paulo. A cereja do bolo foi a parceria com Emicida e Pabllo Vittar na música “AmarElo”, que a levou a interpretar com personalidade o refrão icônico de Belchior (“Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”) no Rock in Rio, em outubro passado. O hit concorreu na categoria de Melhor Música do Ano no Prêmio Multishow e alcançou 5 milhões de views no YouTube. Quer mais? Majur ainda encerrou o ano com meio milhão de ouvintes mensais no Spotify e mais de 1 milhão de visualizações de seu clipe “20ver”, do single lançado no fim de 2019. Ulalá!
Criada só pela mãe, que trabalha como socioeducadora de menores infratores, a cantora teve um início de infância bem simples na periferia de Salvador, mas desde cedo participou do coral da igreja e da Orquestra Sinfônica da Juventude, iniciando sua formação musical. Já a definição – ou a não obrigatoriedade de definição – de gênero aconteceu bem mais tarde, aos 20, quando ela se percebeu não-binária.
Fonte: glamour.globo.com, 2021.