Um dos principais nomes da música brasileira contemporânea e uma voz queer de destaque, Maria Beraldo joga luz singular sobre suas composições, das primeiras - registradas no aclamado Cavala -, às mais recentes, presentes no álbum Colinho, indicado ao mais recente Grammy Latino, ou ainda sem registro. Sozinha, acompanhada por seus instrumentos, Beraldo traça também um arco através de composições que formam, de certa maneira, sua árvore genealógica cancional. Referências que fomentaram o caldo de onde surgem suas composições, uma travessia de Chico Buarque a Paul Preciado. Sobre Maria Beraldo Clarinetista desde jovem, atuou na cena paulistana tocando com artistas como Elza Soares e Arrigo Barnabé. Em 2018, lançou Cavala (selo RISCO), seu álbum de estreia, que a firmou como cantora, compositora e produtora, rendendo indicações a prêmios como APCA, Multishow e SIM SP, além do WME. Seu segundo álbum, Colinho (2024), produzido por ela e Tó Brandileone, mistura free jazz, pop, samba, choro, punk, bossa e funk em canções autobiográficas. Aclamado pela crítica, foi indicado ao Grammy Latino 2025 na categoria Melhor Álbum de Música Alternativa em Língua Portuguesa. Além da carreira solo, Maria integra o grupo instrumental Quartabê, com turnês por Brasil, Europa, Japão e América do Sul. Na música para teatro e cinema, colabora com Felipe Hirsch desde 2019, sendo duas vezes indicada ao Prêmio Shell e vencedora do Prêmio Bibi Ferreira. Também assina trilhas de filmes como Regra 34 (Pardo D’Oro em Locarno 2022) e Levante (prêmio FIPRESCI em Cannes 2023). Em 2024, criou a trilha da peça Piedad Salvage, do Balé Municipal de São Paulo.