O musical Drácula ganha uma nova temporada no Teatro das Artes, em São Paulo. De 30 de junho a 28 de julho, às terças-feiras, às 20h. Ingressos disponíveis na Eventim.
Na história, o jovem inglês Jonathan Harker viaja à Transilvânia a negócios e se torna prisioneiro do enigmático Conde Drácula, enquanto sua noiva Mina passa a ser atormentada por sonhos que a conectam a uma misteriosa e irresistível força antiga. Entre sedução, medo e sacrifício, a história revela que o verdadeiro horror pode se manifestar de formas extremamente belas e silenciosas.
Com texto e versões de Ella Dalcin, direção de Glaucia da Fonseca, direção musical de Di Angelo Mathias, e idealização, cenografia e figurinos de Rodrigo Gomes, o espetáculo traz ainda Nando Pradho (Drácula), Camila Vergasta (Mina), Rodrigo Garcia (Jonathan), Pedro Navarro (Renfield), Diego Luri (Van Hensing) e Abner Debret (swing) no elenco.
Conversamos com Nando Pradho sobre a preparação para o seu personagem e o que podemos esperar dessa nova montagem. Confira!
O que seu personagem tem em comum com você? E o que tem de mais diferente?
Estudando o psicológico desse personagem, uma frase ficou muito forte para mim: a sede de vida. O fato de ele querer tomar o sangue das pessoas, a gente tende a levar para um lugar soturno, macabro, mas o ator precisa entender o personagem para defendê-lo. Essa ideia conectou muito comigo. Aí já entra a diferença: eu acordo às cinco e meia da manhã, sem despertador, sou muito solar. Essa é a grande oposição ao Drácula, mas a sede de vida que ele tem, eu também tenho.
Qual foi a sua primeira reação quando viu os figurinos e o cenário pela primeira vez?
Fiquei louco quando vi o figurino, a peruca. Eu tenho um momento gravado. Que bom que gravaram o momento em que botei a peruca pela primeira vez, os dentinhos dele, e veio a capa e falei: “Nossa…”. Tem hora que a gente veste e a coisa entra.
E o que essa versão de Drácula tem de diferente das outras montagens?
Não conheço as outras montagens, mas sei de onde veio. Teve a versão da Broadway em 2004, depois a Alemanha pegou e transformou algumas coisas, e parece que os criativos que chegaram até nós também fizeram suas adaptações. Não tem como comparar com as versões anteriores.
E o que torna essa história atual, mesmo sendo um clássico?
É uma história da alma humana. De vida e morte, de dilemas, de dualidade. Você tem a sedução, mas também a violência e tudo isso permeia uma história que a complexidade da história fica justamente no psicológico de um personagem tão perturbado, que tem tanta gana de conseguir o que ele quer.
Existe alguma mensagem que o público leva para casa depois de assistir a peça?
Como fiz parte do Fantasma da Ópera, fiz 700 apresentações, conheço bem a história. É um personagem que carrega uma questão sedutora muito grande, mas ao mesmo tempo violenta. Assim como o Fantasma, acho que isso divide a platéia, sabe? Que entende muito bem porque ela cedeu. Mas estou dando spoiler, não sei se podia falar isso. De qualquer forma, vão ter que vir para checar o que estou dizendo.